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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Acidez do Dia - "Moça, me dá uma empada?"


Descobri a razão da minha acidez: aquela empada não estava muito boa! Agora sei o motivo!

A mente humana é capaz de qualquer coisa. Se eu duvidava disso, esse caso do canibalismo de Garanhuns (PE) me provou o contrário! Não basta ser canibal: é preciso compartilhar com os outros a sua aberração.
O que acontece realmente com o ser humano? Eu digo dentro da cabeça mesmo? O que leva uma pessoa a matar outra, esquartejar, enterrar os restos no quintal de casa e pegar um pouco da carne para fazer empada? E o pior: depois de descoberto o crime, as pessoas começam a revelar como as empadas eram vendidas (link aqui).


"Não é empada não, moço..."
A loucura não é exclusividade de um pequeno grupo de pessoas. A loucura é pública, diria André Comte-Sponville. Mais ainda: há pessoas que pagam pela loucura dos outros. Com a própria vida!
Se a loucura é pública, as suas causa e consequência devem ser parte, também, de uma política pública de governo, com o intuito principal de assegurar àqueles que não são "loucos" o seu principal direito: o da vida!
A culpa, nesse caso pernambucano, recai tanto nos "loucos" quanto nos poderosos: o idoso responsável pelas mortes já havia sido condenado por assassinato. E estava solto! E louco! E com vontade de diversificar os seus negócios, vendendo salgadinhos de carne humana. Mais bizarro do que isso, impossível!
Não se investe em educação, não se investe em saúde (em todos os seus níveis, não apenas a parte do corpo)! A pobreza AINDA assola grande parte do país, ao contrário do que a turma petista alardeia. E aí vem a coincidência: o crime aconteceu na cidade do ex-presidente Lula! Nada mais sui generis, não é mesmo?
Um crime com requintes de crueldade!
Um crime bizarro!
Um crime que daqui a uma semana, ninguém comentará mais nada! Ninguém nem se lembrará disso! E que venham mais empadas, coxinhas, quibes e afins! Nada que um Estomazil não resolva, não é mesmo? Credo!

Morra de inveja, Johnny Depp!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Acidez do Dia - A morte e a morte do substantivo comum de dois!


Desculpem-me, mas eu estou bufando aqui! Espumando mais do que cachorro louco (ou cachorra louca... ou os dois... ou nenhum... ah, sei lá)!

Morra de inveja, Camille Paglia! Feminismo pouco é bobagem!

A cretinice humana é ilimitada, igual ao sinal da TIM! Quando eu penso que ela (ou ele) chegou ao limite do impossível, eis que surge a maior cretinice dos últimos tempos: a presidente Dilma (sim, eu vou chamá-la de presiDENTE até o fim do texto, e não tem lei que me faça mudar) sanciona uma LEI (sim, uma LEI), aprovada pelo Congresso Nacional (sim, pelo CONGRESSO), obrigando instituições de ensino a expedirem “diplomas e certificados com a flexão de gênero correspondente ao sexo da pessoa diplomada, ao designar a profissão e o grau obtido” (link aqui).
Eu, realmente, como dizem os mais jovens (ou as mais jovens... ou os dois... ou nenhum... ah, enfim!), “parei contigo, Dilma”! Você até vem fazendo um bom governo, é verdade! Melhor do que o seu antecessor L13. Mas convenhamos: gastar o seu tempo e sua massa cinzenta, que já não é lá essas coisas, com uma mesquinharia dessas, é demais!
Agora, a partir da lei, teremos “torneiras-mecânicas”, “pilotas”, “dentistos” e aberrações afins! Meu Deus, que fase, hein Dilma?
Não é preciso apenas governar: é preciso e necessário chocar! E mudar a gramática! Faltou colocar um artigo na lei: “Art. 4°A partir desta data, fica oficializada a morte do substantivo comum de dois gêneros”. Grosso modo, é isso que acontecerá. Se a lei obriga as instituições de ensino a expedirem os diplomas com a flexão correspondente, o jornalisTO e a jornalisTA terão seus diplomas de acordo com o devido gênero. E se o cara for gay (nada contra, até... ihhh, lá vem ele de novo!!!)? Olha que legal: ele pode escolher como ser chamado! Que tudo, amigããã!
O jornalisTO Celso Arnaldo Araújo escreveu em uma coluna que Dilma deve achar que essa lei é a maior realização de seu governo até agora! Ela mesma, que já chamou as criancinhas brasileiras em pronunciamento como “brasileirinhos e brasileirinhas”, e que já se adereçou aos jovens em um congresso de estudantes como “jovens homens e jovens mulheres”. Ué, como ficamos agora? Preparem-se, concurseiros e concurseiras: certamente surgirá uma autarquia especializada em criar e modificar os substantivos comuns de dois gêneros.

Essa decisão é de um machismo às avessas sem tamanho. A língua é viva, não se constrói por decretos e leis. Cria-se, principalmente, uma aversão ao feminismo enlatado do PT. Não mais se queimarão sutiãs... queimar-se-ão gramáticas e vocabulários. 
Chega, Daniel, como diz minha tia Célia! Como disse uma amiga da minha irmã, muito sabiamente, por sinal (e apenas para deixar bem claro): quero que continuem me chamando de Daniel, para evitar problemas futuros, ok?