A expressão “reality show”, pra mim, é sinônimo de coisa
ruim, enlatada, fabricada! Qualquer um deles – e hoje em dia há uma profusão
deles, sobre qualquer assunto – me enoja e me faz cada vez mais não ligar a
tevê para assistir a esse tipo de porcaria. Menção honrosa: minha namorada
disse ontem que existe um “reality show” sobre a vida de casado de um dos
integrantes do Jonas Brothers! Eu aguento? Impressionante!
Mas não é sobre esse “reality” que eu quero falar. Quero
falar sobre o famigerado “The Voice”! Primeiro e antes de tudo: o programa já
começou errado pelo nome! “The Voice” é como um sujeito quase desconhecido de
nome Francis Albert Sinatra era chamado! Se eu fosse da família Sinatra, ou da
máfia (ou dos dois, o que era quase a mesma coisa), matava o produtor que deu
esse nome ao programa! Com requintes de crueldade!
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Você consegue imaginar ele sendo "treinado" por Cláudia Leitte? Ufa... ainda bem! |
Vamos ao que interessa: ontem, fui cortar o cabelo. Na tevê
da barbearia, estava passando o “The Voice Brasil”. Uma cantora se apresentou;
mais outra; mais um; mais outro... e a pasteurização era a mesma!
Impressionante a mesmice, a cafonice e, principalmente, o festival de
histrionismos e maneirismos nas interpretações sempre insossas e carentes de
emoção dos candidatos. Quase me levantei e fui embora no meio do corte para não
ter que assistir àquilo. E o pior não foi isso: o pior foi ouvir o barbeiro e a
atendente conversando entre si, dizendo como “todos ali cantavam bem”! Eu me
pergunto: quem são as referências de cantores que eles têm? Belo? Bruno e
Marrone? Cláudia Leitte (com dois “t”)? Daniel (não eu... antes fosse! O
sertanejo!)? Isso explica tudo, não é mesmo?
Acho que o concurso em questão não deveria escolher o melhor cantor, mas sim o "melhor gritador", ou o "mais afetado emissor de sons que se parecem com canto"! Cantar bem não é gritar! Eu sempre achei que é o cantor que deve
se encaixar na música, e não o contrário. Pois o que eu vi ontem foi um
festival de arranjos malfeitos e mal executados a serviço dos gritos e
chiliques de todos que interpretaram uma música no programa! Não vou nem falar
aqui da Ellen Oléria, a representante de Brasília e queridinha de todos, porque
iria precisar de um pergaminho só para sua antipatia e sua empáfia! Conheço-a de outros
carnavais! Isso ficará para outra oportunidade!
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Se juntar os oito aqui e misturar em um liquidificador, vão ter de jogar fora o copo, tamanha vai ser a porcaria! |
Eu sou de um tempo (e olha que não sou um ancião, nem tão
novo assim...) em que cantar bem significava emocionar de uma forma autêntica,
sem invenção, sem palhaçada tecnológica e cenográfica. Já postei aqui um vídeo
da Elis Regina (veja, por favor)! Elis usava tudo a seu favor: era teatral, era
autêntica, era emotiva ao extremo... era cantora! A maior de todas! Eu imagino
a Elis, hoje, ainda viva, sendo jurada do “The Voice Brasil”...
Pensando bem... ficar ao
lado de Carlinhos Brown, Daniel, Lulu Santos e Cláudia Leitte e ouvir aquele
bando de pseudo-cantores ia ser demais pra ela! A morte é melhor do que isso!
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